Igreja Matriz de São Sebastião

Segundo os historiadores Eurico Jacinto Salis e Attila Taborda, a cidade de Bagé foi elevada a Capela Curada em 18 de maio de 1812, sob a jurisdição da Diocese do Rio de Janeiro, tendo como seu primeiro pároco o padre José Loureiro.

Sobre este fato, comentam os historiadores: “(...) construíram, então, no local onde se acha a histórica matriz de S. Sebastião, a primeira capela de grande dimensão, feita com torrões de barro e coberta com capim de santa-fé”.

A Igreja Matriz de São Sebastião foi palco de belas histórias e sofreu com as muitas batalhas em solo gaúcho. Durante a Guerra da Cisplatina (1825-1828) e a Revolução Farroupilha (1835-1845), a Catedral sofreu os primeiros danos em sua estrutura arquitetônica.

A atual Matriz começou a ser construída em 1862 e sua obra foi concluída por volta de 1878. Porém, outros fatos marcaram a história deste templo de fé.

Durante a Revolução Federalista, no episódio conhecido como “Cerco de Bagé” em 1893, tropas federalistas cercaram as forças republicanas, o templo virou hospital, e em suas paredes sepultavam seus mortos. Conta a história que, neste conflito, as paredes da Igreja ficaram cravejadas de balas e, somente a imagem símbolo de esperança, na fachada, não recebeu nenhum projétil.

Para a reconstrução da Igreja, além dos auxílios provinciais, dos donativos dos fiéis, das quermesses e festivais, o benemérito cidadão Carlos Martins fez a doação de 12 contos de reis, condicionando este auxilio, a ter seu túmulo na base da igreja.

Estão também sepultados na Igreja, seu filho Gaspar Silveira Martins e o General Carlos Telles. O Prédio é tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN).

 

Endereço: Praça Carlos Teles 1

Horário: 9h – 12h / 14h – 18h (segundas só à tarde).

Missa: terça a sexta 18h, sábados 17h e domingos 10h e 19h.

Telefone: (53) 3242-5876


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