História

Os primeiros habitantes desta região foram os índios, principalmente Charruas, Guenoas e Minuanos. Em 1683, durante o domínio espanhol, os missionários jesuítas fundaram a Redução de Santo André dos Guenoas. Embora não haja uma conclusão definitiva sobre a origem do nome Bagé, a teoria mais aceita é que esteja ligado aos cerros da cidade.

Segundo o historiador Eurico Salis, a construção do Forte de Santa Tecla, em 1773, pelas tropas espanholas de Don Juan José de Vertiz y Salcedo, foi importante para fundação da cidade nesta região. Por ocasião da passagem do Exército Pacificador capitaneado pelo Presidente da Província de São Pedro do Sul, Dom Diogo de Souza, a região de Bagé foi escolhida como local para o acampamento de seu exército. A Coluna Direita do Exército Pacificador chegou à beira dos cerros de Bagé em 1811. Segundo o historiador Tarcísio Taborda, o dia 17 de julho de 1811, data oficial da fundação da cidade, foi definida no Congresso de História de 1955, ocorrido na cidade de Bagé. Nesta data os exércitos lusos brasileiros deixaram o acampamento em direção ao Uruguai. Parte desta tropa não pode acompanhá-los, permanecendo na região e dando origem ao pequeno povoado que se tornaria Bagé. Mais tarde, a vila tornou-se cidade, em 1859.

Além de portugueses, espanhóis e índios, outros povos contribuíram na colonização da região, como negros, alemães, italianos, árabes e japoneses. Bagé é conhecida como a “Rainha da Fronteira”, possui uma das melhores carnes do mundo, através da Certificação Geográfica da Carne do Pampa, atualmente destaca-se pela vitivinicultura e pelas belíssimas criações de Cavalos da raça Crioula e do Puro Sangue Inglês.

 

 

History*

 

The first inhabitants of the region were indigenous peoples, mostly Charruas, Guenoas and Minuanos. In 1683, during Spanish colonial period, missionaries founded the Jesuit reduction of Santo André dos Guenoas, or Saint Andrew of Guenoas. Although the exact origin of the name “Bagé” is uncertain, the most accepted theory is that the name is related to the city hills.

According to historian Eurico Salis, the construction of Fort Santa Tecla, in 1772, by the Spanish troops led by Don Juan José de Vertiz y Salcedo, was fundamental for the foundation of the city in the region. When the peacekeeping troops led by the President of São Pedro do Sul Province, Dom Diogo de Souza, arrived in Bagé in 1811, the region was chosen as their military camp. According to historian Tarcísio Taborda, the official date of establishment of the city, July 17th, 1811, was defined in 1955 during a History Congress held in Bagé, because that was the date when the Portuguese-Brazilian troops left the camps, making their way to Uruguay. A portion of the troops could not join them, remaining in the region and giving rise to the little settlement that would eventually become Bagé. In 1959, the village finally became a city.

Besides Portuguese, Spanish and Indigenous peoples, there were other nations that contributed to the colonization of the region, such as Africans, Germans, Italians, Arabs and Japanese. Bagé is known as Rainha da Fronteira, or Border Queen. It produces one of the best beef in the world, according to the certification program Carne do Pampa (Pampa Meat). Nowadays, Bagé stands out for winemaking as well as for Crioulo and English Thoroughbred horse breeding.

 

*Versão em inglês - Unipampa Campus Bagé:

Coordenação do Projeto: Profa. Aden Rodrigues Pereira
Professora Responsável pela versão em inglês: Profa. Simone Silva Pires de Assumpção
Alunos-voluntários: Maria Eduarda Garcia Amaral Valone Pedro Aurelio Brites Quevedo Visentini

 


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